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sábado, 4 de fevereiro de 2012
O regresso ao cinema originário
A era muda do cinema pertence a um passado muito remoto. A um período em que não existiam tecnologias que permitissem uma junção sincronizada do som com a imagem. Hoje o cinema dispõe de avançados equipamentos capazes de criar filmes 3D com os mais apelativos efeitos visuais.
Numa época de excessos imagéticos e sonoros, Michel Hazanavicius optou por regressar ao minimalismo do passado. O Artista, a sua última obra cinematográfica, pouco se diferencia dos filmes que eram exibidos nas salas de cinema nos anos 20.
A preto e branco e sem som, (excepto em duas cenas) o filme chamou a atenção da academia, conseguindo 10 nomeações para os Óscares (é o filme com mais nomeações depois de A Invenção de Hugo de Martin Scorsese com 11 nomeações).
Jean Dujardin está nomeado para melhor interpretação masculina. O actor francês faz uma interpretação fabulosa de uma estrela de cinema a quem não agrada a chegada do cinema sonoro. Ao tentar contrariar a emergência deste novo género cinematográfico acaba por se endividar e por se afastar do estrelato.
Ao longo do filme conclui-se que o som não é um elemento indispensável para o desenrolar da narrativa. É através da expressividade facial e corporal dos actores que se comunica e se transmitem as emoções. O recurso aos intertítulos também auxilia a transmissão da mensagem.
O som surge apenas em dois momentos do filme. Perturba. Fere o silêncio que imperava até então. Surge como um elemento estranho, que destrói temporariamente a magia.
Por momentos aproximamo-nos do protagonista, abominamos o som e queremos regressar ao cinema originário, aquele cujo único elemento sonoro era a música.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
A magia da Polaroid
A Polaroid é o paradigma do instantâneo. Em breves segundos consegue-se encerrar um momento do real num pequeno quadrado de papel fotográfico. Como por magia encurta-se o processo de revelação.
Mas a explicação para este fenómeno é simples: os filmes das Polaroid têm uma particularidade, trazem uma pequena bolsa com os reagentes químicos, necessários à revelação. Quando o papel fotográfico passa por um sistema de rolamentos, ao sair da câmara, os reagentes espalham-se por toda a superfície, permitindo o aparecimento da imagem.
Em 1944, Edwin Land idealizou estas máquinas instantâneas, depois da filha de 3 anos o questionar por que é que não podia ver imediatamente as fotografias que o pai lhe tirava. Quatro anos mais tarde surge a primeira máquina fotográfica instantânea, a Polaroid 95.
A partir do dia 4 de Fevereiro é possível conhecer-se um pouco melhor a história da fotografia instantânea, com a exposição A magia da Polaroid, patente na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea.
Até ao dia 29 de Abril estarão expostostos sessenta modelos de máquinas fotográficas Polaroid, que compõem a colecção de Raul Cunca.
A exposição é marcada por duas datas: 1948 – ano de produção da primeira máquina instantânea - e 2010 – ano em que entrou no mercado a primeira máquina instantânea digital. Ao longo da exposição é possível compreender-se a evolução dos equipamentos e do design das máquinas e conhecer-se a história da empresa Polaroid Corporation.
domingo, 22 de janeiro de 2012
A arte de dobrar papel
Reza a lenda japonesa que aquele que dobrar 1000 tsurus (garça de papel) verá um desejo concretizado. Mas fazer tantas dobragens em origami não está ao alcance de todos. É necessário tempo, precisão e muita paciência. Factores que se intensificam à medida que a dificuldade dos origamis aumenta. Há peças de uma complexidade tal que exigem horas e horas de montagem.
A partir de quadrados de papel coloridos podem surgir inúmeras figuras. Caixas, flores, peões, estrelas, sapos nascem a partir de dobragens e encaixes.
Basta uma pitada de concentração e alguma perseverança para construir origamis.
Todos os meses no Museu da História Natural e da Ciência de Lisboa pode-se descobrir um pouco mais acerca desta arte milenar japonesa. No terceiro sábado de cada mês organizam-se sessões de origami para miúdos e graúdos. Cada sessão está subordinada a um tema diferente e dirige-se a um público específico. “Origamis para principiantes adultos” foi a temática da sessão de Janeiro.
Basta uma pitada de concentração e alguma perseverança para construir origamis.
Todos os meses no Museu da História Natural e da Ciência de Lisboa pode-se descobrir um pouco mais acerca desta arte milenar japonesa. No terceiro sábado de cada mês organizam-se sessões de origami para miúdos e graúdos. Cada sessão está subordinada a um tema diferente e dirige-se a um público específico. “Origamis para principiantes adultos” foi a temática da sessão de Janeiro.
São inúmeras as figuras e objectos que se podem construir a partir da moldagem do papel. Mas os tsurus são os origamis mais emblemáticos e os mais místicos.
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